Começa hoje a Copa América 2011. O equivalente americano ao Campeonato da Europa, já viveu tempos onde as selecções, por força das suas estrelas jogarem na Europa, e, a esta altura os trabalhos já terem começado, levavam as equipas B. Este ano não. A equipa da casa, a Argentina terá Messi, o melhor jogador da actualidade e, ainda, craques como Tevez ou Aguero, e o Brasil, arqui-rival, leva Neymar, Pato e Robinho. Só falta Kaká, em baixo de forma e Ronaldinho, por opção.
História
Esta será a 43.ª edição da prova (a última foi na Venezuela em 2007 e a próxima será no Brasil, um ano depois do Mundial 2014). A competição é a mais antiga entre selecções tendo sido disputada, pela primeira vez, na Argentina, em 1916. A Argentina, anfitriã e favorita, e o Uruguai, semi-finalista do Mundial do ano passado, têm, cada 14 Copas cada um seguidos pelo Brasil que venceu por 8 vezes. A Argentina ganha também no número de vezes que organizou a prova: 9.
Os portugueses
Em termos de jogadores a actuar em Portugal, acredito que só Luisão (Brasil/Benfica) poderá sonhar com a vitória final. Para além dele vão os uruguaios Maxi do Benfica e os portistas Pereira e Rodriguez. Na Colômbia jogarão Falcao e Guarín, estrelas do FCP. No Perú, os sportinguistas Rodriguez e Carrillo e no Chile, o companheiro de equipa destes, Matías. Menos conhecido estará Bolívia, da Naval, que joga pela Bolívia. A estes acrescentam-se os que já cá jogaram com Di María que, há um ano, trocou o Benfica pelo Real e os que cá podem vir parar como Garay que pode fazer o percurso inverso.
O foco estará em dois homes: Messi e Neymar. Messi é o melhor do mundo mas é criticado por não jogar com tanta genialidade na selecção como o faz no Barça, que conhece desde os 14 anos. Sendo quase mais cataão que argentino, Messi tem uma oportunidade de ouro de ser a estrela da companhia e de levar ao colo a sua selecção como faz com o Barcelona. Se o fizer, pode passar a ser amado na selecção como o é no Barça. Já Neymar prepara-se para entrar na luta com Messi e Ronaldo pelo título de melhor dos melhores e quererá mostrar-se na competição que está destinada a ser de Messi.
Na Argentina há homens de grande qualidade como Biglia que se querem mostrar; outros como Diego Milito que querem renascer e outros como Tevez que se mostram sempre melhor na selecção do que nos clubes.
No Brasil, há uma geração de ouro que pode aqui explodir: Ganso, Lucas e Neymar. Mas quase todas as equipas têm craques. Vejamos: Sanchez e Matías no Chile, Forlán no Uruguai, James e Falcao na Colombia, Valência no Equador e muitos, muitos mais.