quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Decisão


O FC Porto de André Villas-Boas é uma ótima máquina desportiva. Pratica um futebol resultadista, o que rouba no espetáculo mas preenche nas conquistas. Campeão madrugador, até ao momento imbatível no campeonato, usurpador de recordes. Mas tudo isso é, ao sabor dos impérios, renegado amiúde pela imprensa. De certa forma, a conquista do campeonato é apenas um momento. André Villas-Boas é um excelente treinador, mas se quer ver o seu mérito totalmente reconhecido precisa dar a volta ao resulto hoje na Luz, eliminar o Villareal e, por conseguinte, vencer tanto a Taça de Portugal quanto a Liga Europa, ou pelo menos, vencer a segunda prova. O jovem treinador está apostado na conquista dos dois troféus, herdeiro da ambição de Mourinho que é.

Atento à estratégia, Villas-Boas tenderá a tirar partido da ausência de Gaitán e Salvio, jogadores importantes na manobra ofensiva «encarnada», da fraca produtividade de Cardozo e da sua tendência para as expulsões diante os «dragões» e claro, da tendência de Roberto para comprometer. Mas isso são detalhes na hora das decisões, do embate. O Benfica leva vantagem e o FCP terá de estar na máxima força se quer voltar a apagar as luzes da Luz.

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